ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 29 ANOS Sai M&A, entra Mega Brasil Na segunda metade da década de 1990 a M&A já se destacava como um importante player no mercado de comunicação. Seus eventos não paravam de crescer e seu principal congresso chegava a reunir mais de 500 profissionais de todo o Brasil. Enquanto isso, o então FaxMOAGEM seguia ganhando relevância pelas redações e assessorias de imprensa. Paralelamente, Eduardo também mantinha sua sociedade com Cecilia Queiroz e Paulo Vieira Lima na Puente, onde produziam cada vez mais guias e livros em parceria com o Sindicato dos Jornalistas. “Por causa dessa atuação do Edu nas duas empresas, que apesar de produzirem serviços e produtos distintos, tinham como alvo o mesmo público, havia muita confusão no mercado sobre qual empresa fazia o quê”, lembra Marco Rossi. Essa confusão ficou ainda maior quando a M&A deixou o pequeno escritório na Humberto I e se mudou para um novo local, mais amplo, na Rua Domingos de Moraes, a menos de um quilômetro dali. Na época, a Puente ocupava uma sala na Avenida Paulista, e com mais espaço disponível no novo endereço da M&A, mais tarde ela acabou se mudando para o mesmo local. “Foi uma solução muito boa, porque passamos a dividir vários custos e otimizar muitos processos, mas por outro lado também foi uma decisão que causou ainda mais confusão no mercado, porque agora, além de termos negócios similares e o mesmo público-alvo, passamos a ocupar o mesmo endereço. Aí todo mundo começou a achar que era tudo a mesma coisa”, explica Edu. “Logo depois da mudança, comecei a sugerir que juntássemos de fato as operações e criássemos uma nova empresa, com os quatro como sócios, mas Edu tinha receio de misturar tudo”, acrescenta Marco. “Só que um dia ele saiu de férias e ficamos os três lá trabalhando e eu meio que joguei a ideia. Paulo e Cecilia gostaram e costuramos um acordo. Quando Edu chegou de viagem a gente meio que comunicou pra ele a decisão”. “No fundo, eles estavam propondo uma solução racional e pragmática e que tinha tudo a ver com o mercado das duas empresas, mas que eu não tinha coragem de propor e assumir. Como veio por iniciativa deles, me senti confortável e seguro em aceitar. Foi uma decisão acertada e negociada à minha revelia”, explica Eduardo. Assim, em 4 de julho de 2000, nascia a Mega Brasil Comunicação, empresa que rapidamente se consolidou como um dos mais importantes players no ecossistema da comunicação empresarial e pública brasileira. Desde então, foram dezenas de congressos, encontros e seminários, e outros projetos de destaque para o mercado, como os prêmios TOP Mega Brasil, Personalidade da Comunicação e Jatobá PR (produzido como empresa associada do Gecom) e 17 edições do Anuário da Comunicação Corporativa. Por decisão própria, Cecília saiu da sociedade em 2001 e foi investir em sua carreira como advogada, apesar de seguir atuando como conselheira da Associação Profissão Jornalista (Apjor), enquanto Paulo ainda seguiu por mais alguns anos na sociedade, e mesmo depois de deixá-la, continuou colaborando com a Mega Brasil por muitos anos, até sua morte, em agosto de 2020.
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