ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 33 ANOS O verdadeiro inventor do rádio é um padre brasileiro Em meio a tantos trabalhos que Edu realizou e apoiou ao longo da carreira, um tinha como propósito corrigir uma grande injustiça da história da radiocomunicação: quem foi o verdadeiro inventor do rádio? Ao fazer uma rápida pesquisa no Google, alguns nomes surgem: o físico italiano Guglielmo Marconi, creditado como o inventor do primeiro sistema prático de comunicação sem fio, em 1896; Nikola Tesla, que desenvolveu a base teórica e os primeiros sistemas de transmissão por ondas de rádio e energia sem fio; e Heinrich Hertz, que provou a existência de ondas eletromagnéticas, em 1887. A resposta, porém, deve incluir também um outro nome, que infelizmente é ainda pouco conhecido na própria história da radiocomunicação: Roberto Landell de Moura, um padre brasileiro. Quando cursavam jornalismo na Faap, Edu e seu colega Hamilton Almeida tiveram aula com um professor chileno da disciplina de Rádio, Júlio Zapata, que contou a história de Landell de Moura, padre inventor brasileiro que realizou a primeira transmissão de voz humana e sons musicais por ondas de rádio na história, e isso com limitados recursos financeiros e um laboratório improvisado nas igrejas por onde passou. Com apenas 16 anos, enquanto cursava Teologia em Roma, na Itália, Landell construiu um telefone, em 1877, um ano após Graham Bell. Além disso, patenteou inventos no Brasil (1901), e nos Estados Unidos (1904) e, nessa mesma época, começou a projetar a televisão, décadas antes de outros cientistas, e recomendou o emprego das ondas curtas para aumentar a distância das transmissões. Obviamente, Landell foi um homem à frente do seu tempo e seu nome deveria ser incluído entre os criadores do rádio. Mas, para a surpresa de Eduardo e Hamilton, nenhum de seus colegas sabia dessa história ou sequer da existência de Landell de Moura. Com essa pulga atrás da orelha, o tempo passou. Edu seguiu seus rumos no jornalismo, enquanto Hamilton teve a oportunidade de se aproximar do tema, virou pesquisar, e escreveu livros sobre Landell. Em julho de 2009, Hamilton participou da criação do Movimento Landell de Moura (MLM), com o objetivo de contar a história do padre brasileiro inventor do rádio. A ideia era sensibilizar as autoridades governamentais a valorizar a produção científica de Landell, transformando-a em matéria de ensino nas escolas. Inicialmente, integravam o MLM Hamilton, os radioamadores Alda Niemeyer e Daniel Figueredo, e o ex-funcionário da Petrobras Luiz da Silva Netto. Em 2010, Edu, que manteve contato com Hamilton, abraçou a causa do Movimento Landell de Moura, dedicando as páginas do J&Cia para divulgar notícias e conteúdos sobre o movimento e sobre o próprio Landell de Moura, além de eventos como debates, exposições, difusão da trajetória de Landell em capítulos semanais e disseminação maciça de fatos alusivos e listas de adesão à causa. Edu e Hamilton aproveitaram também uma efeméride muito importante: o sesquicentenário de nascimento de Landell, em 2011. Os dois passaram então a aumentar ainda mais o conteúdo sobre a trajetória e trabalho do padre, com o objetivo de potencializar esse reconhecimento por parte do público e das instituições. “O apoio do Edu e do J&Cia foi essencial, e gerou muitos frutos positivos na nossa luta pelo reconhecimento de Landell”, destaca Hamilton. “A partir da difusão maior do conhecimento sobre Landell na mídia, graças à campanha do J&Cia, foram surgindo outras iniciativas: os Correios lançaram um selo comemorativo em 21 de janeiro de 2011; a Câmara Municipal de Edu e Hamilton em encontros para promover a história do padre brasileiro Landell de Moura, inventor do rádio
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