ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 34 ANOS São Paulo entregou o título de Cidadão Paulistano in memoriam, em 17 de maio de 2011, para o parente mais idoso da família Landell; o Colégio Santana inaugurou uma placa, em 20 de setembro, em homenagem às pioneiras transmissões de rádio, efetuadas naquele estabelecimento, no final do século XIX; em 2012, a então presidente Dilma Rousseff assinou uma lei, em 27 de abril, que determinou a inscrição do nome do Padre Landell no Livro dos Heróis da Pátria (projeto de lei do senador gaúcho Sérgio Zambiasi)”. “Enquanto não conseguir que todos os jornalistas brasileiros saibam que Landell existiu, não vou parar”, sentencia Edu. “Quero que eles saibam que esse homem existiu. Depois, o que vai ser feito com isso, o destino decidirá, mas todos devem pelo menos saber que o inventor do rádio é um padre brasileiro chamado Roberto Landell de Moura”. Hamilton Almeida, biógrafo de Landell de Moura, e Edu Ribeiro em missa na igreja de onde o padre inventor fez sua primeira transmissão de rádio A saga de Rubens Marujo, de morador de rua a inspirador do Memórias da Redação Rubens Marujo, colega que havia sido pioneiro e um nome influente do jornalismo de Economia, viu a vida desandar e passou a morar nas ruas de São Paulo. Alertado por dois amigos de redação – Fernando Porto, à época no Diário do Comércio, e Nelson Blecher, da revista Exame – Eduardo Ribeiro, inicialmente com o apoio dos dois, e de Oswaldo Braglia Jr. (já falecido), que era da equipe de J&Cia, iniciou mobilização para resgatar Marujo daquela condição dramática em que se encontrava. Conseguiram um apartamento de aluguel para ele morar, em frente ao Sindicato dos Jornalistas, um emprego de repórter no Diário do Comércio e, de quebra, convite para um trabalho inédito no J&Cia, uma coluna sobre as memórias das redações. Foi uma forma, conforme relembra Eduardo, tanto de dar visibilidade e dignidade profissional a ele, como também permitir que ele “pagasse” com trabalho o aluguel bancado pela empresa. Eduardo lembra que viu naquele episódio a chance de colocar no papel aqueles causos que todos os jornalistas gostam de contar ao redor de uma mesa de bar e que sempre se encerram com um vaticínio nunca cumprido: escrever um livro com essas histórias. Convite feito, convite aceito, a ideia, segundo Eduardo, era permitir que Marujo se reintegrasse ao ambiente profissional, já que seria “obrigado” a ir a campo para buscar as histórias e escrevê-las para o Memórias da Redação, semanalmente. O projeto não deu muito certo porque Marujo aproveitou para contar as suas histórias, mas nunca contou as histórias de outros colegas, como havia sido combinado. Elas foram se esgotando e também a doença nos pulmões voltou a atacar e ele acabou falecendo, num final de ano, entre o Natal e o Ano Novo, praticamente sozinho, sem sequer um único parente, já que havia abandonado a família anos antes sem nunca reatar o convívio. A coluna sobreviveu, passando desde então a ser um espaço colaborativo, com histórias enviadas pelos próprios colegas. A coluna Memórias da Redação nasceu oficialmente no dia 7 de abril (Dia do Jornalista) de 2009, com a história intitulada O Contínuo. E desde então não falhou uma edição sequer.
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