ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 36 ANOS foi encerrada em 2021, “por falta quase que absoluta de interesse dos próprios jornalistas por algo que é seu de direito, ou seja, seus direitos como autor”, lamenta Fred. E o papel de Edu nisso tudo? Ele sempre conversou muito com seu amigo Fred, apoiou diversos projetos da APJor e da Apijor, e inclusive influenciou Fred em tomadas de decisões e várias iniciativas: “Eu sempre o mantive informado do que fazíamos e, sempre que a gente solicitou, ele deu o apoio solicitado. Dudu sempre esteve muito atento aos assuntos de interesse dos jornalistas”, conta Fred. “No próprio Moagem ele apurava e publicava essas mudanças constantes dos jornalistas de um lugar para outro, a ‘dança das cadeiras’ nas redações. Por essas e outras, Dudu é como se fosse uma parte da nossa profissão, um ponto de referência, com os eventos e tantas batalhas que travou. E, também porque foi um dos jornalistas que se reinventou como empresário, sem perder aquela linha ética no seu trabalho. Isso é um mérito, sem dúvida”. Assis Ângelo, na luz e nas trevas Amigo de Eduardo desde os tempos do Sindicato dos Jornalistas, o jornalista e pesquisador de cultura popular Assis Ângelo frequenta as páginas no Jornalistas&Cia há muitos anos, principalmente como colaborador. Responsável por diversas edições especiais com foco em literatura e cultura, Assis passou a escrever semanalmente para a revista por volta de 2011, primeiro com breves casos envolvendo artistas populares e curiosidades de seu próprio acervo, composto de milhares de discos, livros, fitas, vídeos e partituras. Em 2012, produziu uma série mensal intitulada Memórias da Cultura Popular, interrompida após 18 edições devido a um infortúnio. Em 2013, devido ao descolamento das retinas dos dois olhos, ficou totalmente cego. Algumas semanas depois, Edu conversou com Assis e este, embora não totalmente recuperado do baque, aceitou continuar colaborando com J&Cia, agora com um espaço intitulado Preciosidades do acervo Assis Ângelo. (Aqui um parêntesis: dono de uma memória prodigiosa, Assis pôde compensar em parte a falta de visão, pois sabia onde encontrar cada livro, disco ou qualquer outra peça de seu acervo de que necessitasse para seus textos. Só precisava de ajuda de alguém para pegá-la fisicamente, ler ou descrever e acessar o computador para digitar os textos que desde então ele escreve de cabeça. Afortunadamente, diversas pessoas o auxiliaram nessas tarefas durante todo esse período. Hoje, quem desempenha essa tarefa com denodo é a amiga Maria Rosa Vieira, que ele carinhosamente chama de Flor Maria.) Assis ocupou uma ou duas páginas de J&Cia com essa coluna até outubro de 2025, quando uma reforma gráfica a levou na íntegra para o Portal dos Jornalistas, mantendo na edição em PDF apenas um resumo, a título de chamada. Os temas variam, mas sempre tendo como foco literatura e cultura popular. Atualmente, ele está no 57º episódio da série O cego na História. Assis Ângelo
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