Jornalistas&Cia 1580

Edição 1.580 - pág. 24 ANOS VI Cúpula de RP e Comunicação A hondurenha Patricia Arias, CEO da ComunicArte, jornalista, autora, palestrante e coach, abordou comunicação com propósito a partir da Programação Neurolinguística. Sua palestra tratou comunicação não como simples transmissão de informação, mas como construção de significado entre pessoas, na qual conteúdo, relacionamento e emoções interferem no resultado. Olhar para frente, e não apenas para o que já aconteceu O peruano István Kovács Halay, vice-presidente da Zona Centro da Redirp e docente da Facultad de Derecho y Ciencias Empresariales da Universidad Privada San Juan Bautista, de Lima, trouxe o conceito de feedforward para discutir Relações Públicas e Comunicação 360º com propósito: “Em vez de concentrar a gestão apenas no feedback sobre o que já aconteceu, a proposta é utilizar comunicação e relacionamento para antecipar movimentos do ambiente, expectativas dos públicos e potenciais riscos”. O feedforward apareceu associado à comunicação assertiva anterior aos problemas, fortalecimento de alianças, transparência, monitoramento, inovação e capacidade de adaptação. “A comunicação estratégica não deve atuar apenas para corrigir percepções depois dos fatos, mas contribuir para preparar as organizações antes que o cenário mude”, destacou Halay. Confiança também se constrói dentro da organização O argentino Ariel Martínez, diretor de Comunicação Interna do Banco de la Nación Argentina, tratou da relação entre comunicação interna, propósito e legitimidade, chamando atenção para a distância que pode existir entre aquilo que uma empresa comunica e aquilo que seus profissionais vivenciam: “Funcionários também produzem conteúdo, participam de redes profissionais, avaliam empregadores e tornam públicas experiências que anteriormente ficavam restritas ao ambiente interno”. Segundo ele, para quem trabalha com reputação, a consequência é direta: “A comunicação pode ajudar a explicar decisões, construir diálogo e aproximar públicos, mas dificilmente conseguirá sustentar por muito tempo uma promessa que a experiência cotidiana contradiz”. A sustentabilidade entrou nesse mesmo território com Carla Tonella, diretora do curso de Relações Públicas da Universidad Abierta Interamericana (UAI), da Argentina, que discutiu se sustentabilidade e propósito constituem uma nova forma de legitimidade para as organizações. Uma das premissas apresentadas foi direta: legitimidade não se sustenta sem evidências. Já o canadense Pierre Pinsonnault, da Université du Québec à Trois-Rivières (UQTR), tratou da comunicação transformacional como instrumento para impulsionar mudanças organizacionais. Sua apresentação partiu da experiência de uma universidade que vem passando por uma ampla reestruturação acadêmica e discutiu os limites da simples transmissão de informação em processos de mudança. Escuta, diálogo, participação, coconstrução e transparência aparecem, nessa perspectiva, como componentes da transformação. Para Pinsonnautl, “a tecnologia pode facilitar a circulação de informação, mas não substitui o relacionamento necessário para que uma mudança seja compreendida e incorporada”. Redes sociais e o profissional que vem pela frente Da Espanha, Paul Capriotti, professor de Relações Públicas e Comunicação Corporativa da Universitat Rovira i Virgili, apresentou Estratégias de comunicação digital nas redes sociais das universidades, e mostrou como universidades estruturam estratégias de conteúdo e relacionamento nas plataformas digitais, contribuindo para uma discussão que vai além do setor acadêmico: estar presente em redes sociais não significa necessariamente desenvolver uma estratégia de comunicação digital. Nos workshops, Irving Alan Collado Guevara, do México, abordou comunicação bidirecional Hugo Bezzatti-Argentina e Patricia Arias-Honduras Irving Alan Collado Guevara

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